Blog de Cultura e Política, com opinião e parcialidade para os dois lados da estória.
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Abril 25, 2007
Olá, é bom estar de volta, tomara que dessa vez nosso conteúdo se desenvolva melhor que na época das eleições, quando começamos esse blog.
Se me permitem um último comentário "idiota" sobre aquelas eleições, mas já estamos completando 21 anos de Democracia, onde a vontade popular só existe no voto, e esse é conhecidamente manipulado e manipulável, ou seja, viramos todos: "Escravos - que - pensam - ter - conquistado - a - Liberdade - e - que - precisam - urgentemente - comprar - alguma - coisa".
Nossa democracia, não passa de uma DITADURA Econômica de péssimos hábitos.
Então se pudermos refletir um pouco sobre como fomos chegar à esse ponto e, ou como nos deixamos ser usurpados para que esse ponto se tornasse o fim de nossa Liberdade, resultando na Riqueza cada vez mais crescente da pequena: "Elite - que - mora - em - Mônaco - e - que - precisa - urgentemente - vender - alguns - bilhões - de - supérfluos - para - acumular - mais - riqueza - para - produzir - e - vender - outros - trilhões - de - supérfluos - para - ter - mais - capital - para - comprar - algumas - daquelas - ilhas - em - Dubai" ;)
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Apresento um texto, que fará parte de um fichamento para a Faculdade onde estou resumindo o Cápitulo XXIV (A Chamada Acumulação Primitiva) do Livro de Karl Marx - "O Capital":
O Pecado Original da Economia
A acumulação primitiva na economia política compõe um papel idêntico ao do pecado original na teologia
Quando Adão mordeu a maçã , o pecado contaminou a humanidade... A lenda teológica dessa ficção que nossa sociedade aceita como verdade indiscutível, conta que o homem foi condenado a trabalhar para ter direito ao pão.
Porém, a lenda econômica pode explicar porque existem pessoas que escapam a esse mandamento divino:
A população que foi tendo suas terras onde trabalhava em paz, para o sustento e com a riqueza suficiente para ser Livre, roubadas e desapropriadas pelos Usurpadores do Capital (Burguesia e Políticos do Governo), ficou finalmente sem ter outra coisa para vender além da própria pele (Força de Trabalho), enquanto uma Elite foi acumulando riquezas, temos então, O Pecado Original da Economia.
A conquista, pela escravização, pela rapina e violência, Marx vê esse período como Infância do capitalismo, onde as Elites pensavam que todo esse povo Livre, não era compatível com necessidades do novo mercado mundial criado pelas grandes descobertas dos fins do século XV.
As descobertas de ouro e de prata na América, o extermínio, a escravização de indígenas, forçadas a trabalhar no interior das minas, o início da conquista e roubo das índias orientais (Grande parte da Riqueza Inglesa da época foi roubada da Índia) e a transformação da áfrica num vasto campo de caçada comercial de negros são os acontecimentos que marcam o início da era da Produção Capitalista.
William Howitt escreve em 1838: "As barbaridades e as implacáveis atrocidades praticadas pelas chamadas nações cristãs, em todas as regiões do mundo e contra todos os povos que elas conseguem submeter, não encontram paralelo em nenhum período da história universal, em nenhuma raça, por mais feroz, ignorante, cruel e cínica que se tenha revelado".
---- Fim do Texto ---
Refletir sobre esse assunto realmente é um pouco cruel, quando pensarmos que hoje e sempre, perante não só ao modelo econômico adotado em nosso País, mais que isso, perante o dinheiro e a economia que nos escravizam desde sempre. Em uma batalha onde não temos força, pois simplesmente estamos cegos, se preocupando em coisas infinitamente menores que nossa Liberdade, como comprar alguma coisa supérflua e que não precisamos, mas pensamos precisar mais que o ar que não respiramos, a Publicidade influi 73% nisso, eu sei, e tenho vergonha.
Ps.: Os outros 37%??? Pode dividir entre a Mídia e a nossa Boçalidade.
Ps2.: A conta deu 110%, é que talvez sobre responsabilidade sobre o fato de sermos Servos Consumistas e já que a minha conta deu errado, pegue esses 110% de Culpa e jogue todo na Economia, ela pode ser sim a verdadeira culpada, mas acho que isso talvez seja outra discussão... e como uma boa Discussão, deve ser discutida, Guilherme meu filho, diga o que você acha sobre isso, de quem é a culpa por sermos tão idiotas e limitados ao consumo???
Abril 18, 2007
A Sociedade Contemporânea e a Inversão de Valores
Reinicio os trabalhos neste blog tentando abrir uma discussão sobre o que vem rasgando ao meio o nosso quadro social contemporâneo. Pretendo ser direto: indubitávelmente existe, hoje em dia, uma inversão de valores que ultrapassou as barreiras comuns do bom senso. Tudo aquilo ilegal tornou-se meta, transformou-se naquilo o que é, pela quase totalidade da massa, o alvo a ser alcançado.
A Igreja, com absoluta certeza uma forma de controle social quase perfeita, vem perdendo sua força e seu espaço. Há uma onda de 'novos ateus', e a religiosidade não é mais vista como um guia, está praticamente derrotada. Creio que este seja um dos fatores que expliquem os motivos pelos quais temos visto, a cada dia, casos de crimes que todos nós sabemos quais são.
Há correntes mais radicais que entendem este fenômeno como algo natural, onde, daqui a um tempo, as formações culturais e tudo aquilo em que se crê - pouco, hoje em dia, é verdade - irá perder o sentido. As relações pais-filhos, a própria instituição "família" fará pouca ou nenhuma diferença, se podemos assim dizer, segundo alguns estudiosos.
Como podemos ver diariamente, a banalização destes acontecimentos é tamanha que já nos acostumamos a ver os jornais do meio-dia exibindo estas matérias, e, às vezes, chegamos a tal ponto de discutir estes acontecimentos enquanto almoçamos. Combinemos, então, que as coisas estão muito erradas.
De quem é a culpa no cartório ? A mídia jornalística utiliza-se disso porque a massa adere, ou a massa adere porque a mídia jornalística insiste em mostrá-la este tipo de coisas ? O caráter informativo perdeu-se a partir do momento em que, hoje, tudo é competição. Combinando esta mistura perigosa, temos um nivelamento da informação que é feito por baixo, e completado por qualidade duvidosa, onde o principal objetivo é fazer do menor acidente entre dois carros um verdadeiro circo dos horrores.
-Esta discussão provavelmente estender-se-ia a dimensões muito além do que este pequeno texto mostra. Naturalmente, elas poderão vir à tona em seguida. Esta é uma breve introdução a um assunto que será mais aprofundado ao passar do tempo.
Escrito por Guilherme - 21:14 - Comente:
Outubro 6, 2006
ISSO É UM TEXTO OPINATIVO (06/10)
Volto a escrever depois de um breve período de reclusão em que os assuntos sobravam, mas ao mesmo tempo me faltava algo motivador que fizesse com que eu produzisse alguma coisa de útil durante essa resguarda.
Giro em torno do assunto ELEIÇÕES nesta postagem. Há exatamente cinco dias atrás o brasileiro ia até as urnas para mais um processo eleitoral, e confesso que, pra mim, foi um momento complicado. Caminhei a passos largos até a minha seção eleitoral, perto de casa, pisando santinhos espalhados por todo o caminho -e creio que por todos os lugares e ruas de boa parte do país a situação era similar-, e com a cabeça cheia de dúvidas. Faz uns dias, antes do primeiro de outubro, escrevi um texto que fazia uma defesa ferrenha ao voto nulo, pela falta de opções válidas no quadro de candidatos. Mantive minha palavra nos primeiros quatro votos, mas no último optei por um dos candidatos.
Não quero ser partidário aqui. A minha intenção não é essa. O jornalista é isento, a pessoa não. Decidi por votar em um dos candidatos à presidência porque, pensando, cheguei à conclusão de que a eleição não deveria ser, como foi, levada para o segundo turno. Aqui já entra a opinião pessoal; seguindo as últimas pesquisas de intenção de voto para presidente, percebi que os números de Lula caíam, enquanto os do candidato do PSDB cresciam e apontavam cada vez mais que tudo seria decidido, como será, no dia 29 de outubro. Pois sim. Votei Lula, não para deixa-lo no comando por mais quatro anos, mas sim, para evitar que o candidato tucano assumisse o cargo. Baseio-me em fatos relevantes. Pouco antes das eleições, o candidato Luís Inácio Lula da Silva foi bombardeado com denúncias guardadas, providencialmente vazadas e divulgadas pela todo-poderosa rede patrocinadora de Alckmin; (os casos do dossiê e das ambulâncias estão relacionados entre si).
- Dossiê - Qual a relação do caso do dossiê com o Watergate? Qual a semelhança entre os dois casos, e porque insistir em fazer comparações? Porque dedicar 20 páginas por dia do jornal impresso de maior circulação insistindo nas já famosas dezessete perguntas de 'O Globo', tentando por bem ou por mal envolver Lula e Mercadante como principais mentores da história toda? Que cabimento tem um candidato líder em todas as pesquisas dar um tiro no próprio pé dessa forma? Porque dizer que a fotografia do tal delegado foi DIVULGADA, e não VAZADA, como de fato foi? Porque isenta-lo de estar vazando as fotos, sendo que cometeu um ato ilegal?
- Ambulâncias (conseqüência do dossiê) - Porque não esclarecer quando aconteceu? Porque não citar, no jornal 'da nação', o envolvimento também de pessoas do PMDB? Porque mostrar uma simples nota no jornal impresso da mesma empresa manipuladora dizendo 'haver a mínima probabilidade de um empresário envolvido com o PMDB estar enrolado no caso' enquanto são publicadas 15 páginas por dia insistindo em culpar o presidente? Porque não investigar a fundo o conteúdo presente no dossiê, que possui fotos e vídeos onde todos vêem o que aconteceu realmente? Porque não divulgar ISSO?
Concluo: O motivo da minha decisão é evidente. Enoja-me a forma como Geraldo Alckmin diz de boca cheia que vai acabar com a corrupção. Bobagem. Como se em nenhum lugar do mundo houvesse corrupção, como se ela existisse só no Brasil. A diferença é que, lá no estrangeiro, corrupção dá cadeia. Aqui o que dá cadeia é ter fome e roubar um pão pra comer. Não absolvo quem o faz, mas repudio o fato de o crime de colarinho branco não ser devidamente punido. A síndrome de baixeza da população desse país se faz presente novamente, quando o Zé Ninguém - pobre e doente - assalta pra comprar remédio pro filho e é morto pela polícia sem mais explicações. E essa gente escolhe ser representada por Fernando Collor, Clodovil, Paulo Maluf, Vagner Montes, Celso Russomano, entre outras verdadeiras divindades políticas e culturais, ícones do nosso país.
Enoja-me o fato de Alckmin usar como plataforma não as suas propostas, mas os podres do PT (e não necessariamente de Lula!). O povo ingênuo acaba por pescar aquilo e acreditar que o homem é santo. Do alto da sua arrogância e ar de superioridade babacas, o PSDB insiste em dizer que Lula, em 4 anos, manteve a política de FHC, e que dessa forma, são 12 anos nos mesmo lugar. Evidente. Na minha cabeça, e eu posso estar falando a maior sandice, Lula andou oito anos pra frente em quatro. Conseguiu quitar dívidas do país, quando no período 1994-2002, houve uma entrega de bandeja do Brasil às privatizações, a uma globalização mentirosa e tirana que tomou conta de tudo aqui dentro. Ninguém discute onde foi parar o dinheiro das estatais vendidas. É evidente, já que o glorioso Fernando Henrique publica a 'carta ao jovem político', porque 'política não se aprende na escola'. Concordo. Nunca fui ensinado a roubar, nem a mentir descaradamente, nem a tomar dinheiro do pobre e prometê-lo o paraíso, muito menos a entregar o ouro ao bandido e sair de cara limpa de tudo isso. Mas não tem nada, não, afinal, Fernando Henrique, Alckmin, e toda a sua corja tucana faz parte da elite intelectual do país, e falam melhor, se vestem melhor, são os famosos almofadinhas, adeptos do 'falar difícil'. O brasileiro, preconceituoso que é, os prefere a Lula, um nordestino, torneiro mecânico, pobre e semi-analfabeto. O curioso é que esses predicados de Lula se encaixam perfeitamente naquele que venera Alckmin e toma o candidato do 13 de forma diminuída. Olha a síndrome de baixeza aparecendo, onde as pessoas julgam alguém supostamente superior. Viva o povo brasileiro.
Enoja-me, por fim, a forma como a candidatura do tucano está sendo patrocinada, bancada, divulgada, apoiada, o diabo que seja, por uma grande rede todo-poderosa de mídia do país. Quando o presidente fala da criação do Conselho Federal de Jornalismo, para regulamentar e policiar a atividade jornalística para manter a ética, falam de liberdade de imprensa. Eu não tenho visto jornalismo, tenho visto panfletagem de cabo a rabo dos jornais, revistas, etc. A grande imprensa é livre para passar a informação com isenção, não para opinar sobre qualquer coisa.
Enfim. Justificada a mudança de opinião repentina, comento rapidamente a situação no Rio de Janeiro. Vladimir e Crivella, que pregavam o anti-Cabralismo, foram pegos pela perna no apoio do candidato do PMDB ao presidente. Agora tudo é uma aliança só, uma coisa de louco. João amava Maria, que amava José, e por aí vai, até que ninguém ama ninguém. Isso só mostra que as jogadas políticas é que comandam qualquer processo dentro do país. Tudo está errado do princípio, quando temos, no quadro nacional, inúmeros partidos políticos. Radicalizando um pouco, talvez, acho que só devia haver o partido da situação e o da oposição. Nada mais. Mas essa discussão fica pra outro dia, já me estendi demais.
Paro por aqui.
- P.S. - discuta, caso sua opinião seja contrária. A intenção, necessariamente, é tornar o outro convicto de suas idéias, e defendê-las com unhas e dentes, até que se tome um caminho diferente. Mudar de opinião, não é feio, pelo contrário. Discuta:
Escrito por Guilherme - 23:05 - Comente:
Setembro 22, 2006
VOTO NULO (22/09)
É verdade que existe no consciente coletivo de nossa sociedade, a utópica-fantasia de eleições sérias: com candidatos de verdade, propostas possíveis e comprometimento com o povo; completamente oposto ao nosso "velho-atual" quadro eleitoral.
Me refiro à tal utopia, pois realmente queríamos acreditar na estória do "Poder do Voto Nulo", aquele que anularia as eleições se conseguíssemos 50% mais 1 dos votos, e traria a felicidade de novas opções, novos candidatos. "Doce esperança", esse ano o TSE resolveu a questão e declarou a má interpretação do código eleitoral - "O texto não diz ser necessário que mais da metade do votos sejam válidos, isto é, os dados aos candidatos. Determina apenas que será eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos. Assim, se 60% [do total] dos votos forem brancos ou nulos, uma hipótese remota, será eleito o candidato que obtiver pelo menos 20% mais um dos votos válidos (que, neste exemplo, foram 40%)" - Marco Aurélio Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Então o tal quadro político, mal pintado, e que já não despertava tanta simpatia, agora, se torna lastimável, pois não há a "Esperança". Porém anular o voto continua sendo uma questão ímpar e divergente: de um lado está o cidadão inconformado e cansado de um cenário social vergonhoso; e de outro lado quem acha ser a mesma coisa que anular seu direito cívico.
O fato é que quando votamos nulo, estamos de um certo modo explicitando nossa indignação, e ai vem a pergunta: "Mostrando nosso inconformismo à quem?" - Porque tenho certeza de que os mensaleiros e vampiros não estão nem aí pra nossa opinião socio-político-eleitoral.
Quando não somos contabilizados como "voto válido" estamos deixando e aí sim "entregando" o nosso direito aos mesmos que elegeram os sanguessugas e genéricos. Eleitores "ignorantes" e "não-reflexivos", NÃO me refiro à parcela mais pobre da nossa sociedade, mesmo porque essa parcela já não é tão "ingênua" como em outros tempos. E todos nós, todas as classes e regiões já não somos tão "ignorantes", por isso não devemos escolher só o VOTAR-NULO intransigente.
Sugiro aqui que votemos conscientemente, em quem realmente acreditamos, não nos deixemos ser engolidos pelas pesquisas de opinião. IGNORAREMOS todas as pesquisas e aí seremos regidos apenas, pelo nosso consciente e não mais pela mídia.
Realmente faltam opções para alguns cargos nessas eleições, aí, tudo bem votar nulo, já que somos obrigados a votar. Vamos dizer não aos candidatos "menos-piores", votemos nulo quando o necessário.
Resumindo, votemos nulo quando o necessário, e elejamos certo quando o possível.
Setembro 19, 2006
Em primeiro de Outubro o Brasil vota o seu futuro (19/09)
Vota? Balela. Esse futuro está desenhado há séculos, ou pelo menos desde o anúncio dos nomes dos candidatos à presidência pelos partidos. Nos próximos quatro dedos o glorioso presidente Lula, de gloriosos mensalões e sanguessugas e dólares na cueca permanecerá no comando desse enorme troço que bóia na água - em outras palavras, o Brasil.
Enfim. Acho que o povo brasileiro está num beco sem saída. Por um lado, continuemos com o metalúrgico que faz sucesso entre as camadas mais pobres - uma espécie de base da 'pirâmide social' que é o fiel da balança, o que determina a vitória de Lula - e entre as mais altas, pode-se dizer que não incomoda muito (o que deveria ser feito). Por outro lado, temos Geraldo Alckmin, que peca ao querer bater de frente com seu adversário falando de Reestruturação na Economia enquanto o outro fala de arroz e feijão na mesa. Peca quando não diz ao povo aquilo que ele quer ouvir, talvez crendo que isso não é o mais correto - uma demagogia barata e suja - e peca principalmente ao fazer jus ao seu apelido de chuchu, que não tem gosto, não tem graça.
Ponto um: Não existe, pra mim, um candidato mais adequado para assumir a presidência. Logo, acho mais viável anular meu voto a votar por votar, em qualquer que seja o candidato. Vale lembrar que isso não é retrato de uma juventude sem expectativas, como os mais velhos e exaltados gostam de chamar. Normalmente, o mais velho é preso àquilo que viveu, e tem certas idéias revolucionárias e comunistas que não condizem com o que penso ¿ nem com a nossa situação atual. Paciência, a opinião é de cada um. Não saio por aí queimando ônibus, parando trânsito em passeatas patrocinadas por partidos políticos, provocando o caos, e nem desejo fazer isso, muito menos que a geração à qual eu pertenço o faça. Tenho o poder do voto, mas não posso fazer uso dele porque os candidatos que se apresentam não são do meu feitio, não apresentam propostas que me façam querer elegê-los, e como sou obrigado a votar, anulo. Estou me abstendo da culpa de entregar a nação nas mãos de um despreparado, e não pretendo reclamar, chorar o leite derramado depois que o circo estiver armado mostrando ao país o caminho até o fundo do poço. Acho errado sermos obrigados a votar, e esse pensamento ninguém tira de mim.
Ponto dois: Fiz e recomendo aos caros amigos pesquisar a história e os feitos dos candidatos antes de qualquer mobilização em favor de A ou B. Isso é votar com consciência. Votar com consciência é estudar os candidatos a ponto de ter saber o que é certo, o que é errado e o que vai ou não ser melhor. Infelizmente a ignorância aos fatos nos leva a comparecer às urnas e fazer vencedor aquele que tem melhor aparência, ou aquele que paga o churrasco no fim do ano, ou distribui coletes e bolas no seu futebol de fim-de-semana. Palmas e mais palmas para o povo, pois ele merece!
Ponto três: Não acredito que há quem defenda um Comunismo no Brasil. Tenho certo repúdio ao comunismo, não por não desejar a igualdade entre todos nós, mas por análise aos fatos, mesmo. O Brasil não pode perder território pra Bolívia ou Venezuela, ficar, de certa forma, dependente desses e de outros países da AL. Uma imposição é necessária pra que se possa crescer, e eu não vejo esse comunismo APENAS no Brasil. Vejamos: Lula é discípulo do barbudo que comanda a ilha. O Brasil NÃO É UMA ILHA. Há uma diferença enorme entre Cuba e Brasil, sendo que uma comparação, nesse caso, não cabe, porque simplesmente é impossível de ser feita. Esse enorme comunismo sul-americano é o sonho de muita gente. Viveríamos numa grande guerrilha (de Cuba), rumo ao buraco. O povo não quer isso. Aquele que mora no meio do mato e não tem acesso à luz elétrica não faz idéia do que seja comunismo, não faz idéia de coisas que nem imaginamos. E outra coisa que contribuiria para nos tornarmos de vez um inferno é o fato de o povo não estar preparado ainda para viver o comunismo. A degradação geral do país seria constante e inevitável, caso todos tivéssemos oportunidades iguais, porque nesse momento da sociedade, e eu faço questão de repetir, NESSE MOMENTO DA SOCIEDADE, o brasileiro não tem condições de mudança. Vale lembrar que não falo com xenofobia ou qualquer outro desses adjetivos que significam o horror ao estrangeiro. Não tenho horror ao estrangeiro, mas espera lá; preciso ver o que é melhor pro meu país. Não devemos pensar na evolução dos outros e retrocedermos cada vez mais. Primeiro acerta-se aqui, e depois, quem sabe, pensa-se numa união permanente, ou qualquer outra dessas utopias das quais se falam tanto.
Desfecho: Nada mais a falar. Aproveite a chance de mudar, anule seu voto, faça como bem entender. Nós somos uma nação, mas eu não penso por todos. Leia o que está escrito, aprove ou não. Trata-se de um texto completamente opinativo, e proponho que veja aquilo com o que não concorde e debata via comentários. Estamos aqui pra isso.
Paro por aqui.
Escrito por Guilherme - 21:50 - Comente:
Setembro 7, 2006
Grito dos Excluídos é uma grande manifestação popular para denunciar todas as situações de exclusão e assinalar as possíveis saídas e alternativas. Antes de tudo, é uma dor secular e sufocada que se levanta do chão. Dor que se transforma em protesto, cria asas e se lança no ar. De ponta a ponta do país ou do continente, o povo solta ao vento o seu clamor, longamente silencioso e silenciado. É um grito que ganha os ares, entra pelas portas e janelas, toma os espaços. Tem como objetivo unificar todos os gritos presos em milhões de gargantas, desinstalar os acomodados, ferir os ouvidos dos responsáveis pela exclusão e conclamar todos à organização e à luta.É o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos sem vez e sem voz, dos enfraquecidos - numa palavra, o grito dos excluídos. Quer ser uma instância articuladora, animadora e interpeladora dos movimentos sociais; um espaço facilitador das diversas lutas e demandas sociais
Isso é uma reprodução da página do movimento, iniciado em 1995 junto com a campanha da fraternidade da Igreja Católica, e que, segundo os coordenadores, tem como idéia principal protestar contra a exclusão social. É um texto bem escrito e recheado de palavras e expressões pomposas, muito bonitas. Na teoria. Penso que é metafórico demais, literário demais, muito ¿romantizado¿, e todos sabemos que, pra valer, não é bem assim que a banda toca. A idéia-prima do movimento deveria tomar esse povo à força, pois é do que ele precisa. É uma intenção sensacional, é do que precisamos. Só acho que poderia ser mais acessível, tentar chegar mais perto da população. Infelizmente, no Brasil, a massa não procura se informar dos movimentos sociais. No fundo, sinto até uma certa acomodação, mas isso não vem ao caso (não agora).
O Grito deste ano tem como tema "Brasil: na força da indignação, sementes de transformação", e teve a participação de milhares de pessoas no país inteiro, protestando contra a corrupção na política, o modelo econômico e a desigualdade social.Procuro nos jornais eletrônicos e vejo as manchetes falando sobre, e logo tento me inteirar sobre como foram as passeatas. Em São Paulo, na Basílica de Aparecida (a 160km de SP), cerca de 80 mil pessoas participaram do "Grito". No centro, a Catedral da Sé teve presença de aproximadamente mil pessoas que participaram de uma missa e seguiram em caminhada até o Museu do Ipiranga. Em Porto Alegre, algumas centenas de pessoas participaram, e no Rio de Janeiro, houve quase 200 manifestantes, entre eles representantes de movimentos sociais como MST, CUT e UNE, que iniciaram a manifestação logo após o desfile cívico. Segundo Marcelo Braga, um dos organizadores, o Grito é um contraponto à programação oficial. Diz ele:
-A parada militar foi criada com um tom ufanista para mostrar um país rico, em crescimento. O grito surgiu para mostrar o oposto, as misérias desse país, os mais humildes e pobres que não têm direitos.
Começo a complementação do texto falando justamente sobre isso. Nós desfilamos a Independência que não nos orgulha. Pelo menos não a mim. Não somos um país libertado pelo povo, e isso, na minha opinião explica muita coisa. Significa que o espírito do brasileiro está (por enquanto é um estado, não é pra valer) escravizado. O povo brasileiro, de fato, já nasceu escravizado. Nossa gloriosa Independência se deu às margens do Ipiranga e libertou o povo. Isso é versão da História Oficial (ou estória pra boi dormir, no bom e claro português). A História Oficial nada mais é do que a concordância dos interesses da classe dirigente, nada mais. Enfim.
Finalmente, o GRITO. Falta à população um engajamento maior nas questões políticas do país. Esse movimento está dentro de uma lista de outros muitos que procuram abrir os olhos do povo, tira-los dessa ociosidade social. Infelizmente, o povo quer mas não quer.
O que me chamou a atenção foi ver que os 80 mil de São Paulo foram motivo de certa festa ao virar manchete. Não acho que é por aí. Caberia dizer de uma indignação, de uma indigna nação que não se empenha, que quer mudanças, mas não as busca pra si, é sossegada. O título certo da matéria deveria ser "APENAS 80 mil". Deveríamos ter milhões e milhões se movimentando pra tentar mudar. Eu acho que estamos muito longe desse quadro. Hoje em dia, para o povo brasileiro, querer é não fazer, logo, é não poder.
Paro por aqui.
Escrito por Guilherme - 22:09 - Comente:
Setembro 6, 2006
Sobre os jornais impressos (06/09)
Uma "nova velha" discussão reaberta há uns dias no 6º Congresso Brasileiro de Jornais, iniciado no dia 29 e agosto pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, trouxe à tona a situação dos jornais impressos e seu futuro incerto. Com a internet, é cada vez maior a oferta de informação gratuita, e isso põe em xeque os periódicos, que se encontram cada vez mais encurralados, sem ter uma saída viável.
Além disso, os jornais populares - cada vez mais constantes nos grandes centros - tratam da informação como algo comum, quando não deveriam fazê-lo. Um exemplo disso é o jornal Expresso da Informação; preço acessível à maioria da população, o "Expresso" traz em suas capas chamarizes absurdos, tais como "Sabrina assume que é popozuda" e "Hoje Brasileiro vai dar u rolé no espaço". Ora, não é porque o jornal é tido como popular e voltado às classes mais baixas que deve se vestir de lixo, como faz. Será que a população é tão imbecil assim? Digno de pena o leitor pagar pelo jornal e ler coisas do tipo. Entenda, a questão aqui não é chamar o leitor dos jornais populares de "consumidor de inutilidades", mas ele acaba por absorver essa chamada "notícia" mesmo sem querer. Isso pra mim é tratar o leitor como idiota. O que estou discutindo é o total despreparo da imprensa ao querer dividir o leitor por classe. Não concordo em relacionar falta de condição financeira à falta de interesse em notícias de fato, e ao que parece, a criação desses jornais vai contra essa afirmação.
O CEO da Associação Mundial de Jornais (WAN), Timothy Balding, em sua palestra - uma das mais concorridas - diz que "Os jornais estão mais vivos e atuantes do que nunca. Prova disso é o aumento da circulação que vem ocorrendo no mundo todo, o lançamento de novos títulos e o excelente desempenho na captação de verbas publicitárias nos últimos anos".
Ponto um: Creio que essa evidência da captação de verbas publicitárias não vale aqui no Brasil. É difícil pra um jornal brasileiro, mesmo de grande porte, conseguir tirar da publicidade algum contrato rentável, pois o consumo dele já não é o mesmo de tempos atrás...
Ponto dois: Dizer que o aumento da circulação que vem ocorrendo no mundo é prova de que os jornais estão mais vivos e mais atuantes não se reflete no Brasil (de novo aqui). Dizer isso e afirmar que o nosso país está incluindo nesse fato é como absolver o governo por NÃO considerar analfabeto aquele que sabe escrever o próprio nome. Se o José da Silva sabe escrever o nome dele, não é analfabeto. É, sim, mais um que conta como alfabetizado nos números de pesquisa. Crer que os jornais populares do Brasil demonstram atividade e uma esperança de sobrevida dos jornais impressos, equivale a dizer que o tal Zé sabe escrever. É tudo mais ou menos por aí.
Outro ponto a ser debatido é a qualidade da imprensa hoje em dia. Vivemos um jornalismo comprado, de panfletagem partidária, e defensor de interesses particulares. Mal ou bem, tudo isso atinge boa parte da massa, que simplesmente abaixa a cabeça e não discute, não bate de frente. São poucos aqueles que permanecem fazendo o jornalismo em sua essência, com seriedade, e intenção prima e única de informar. Por mais que não queiramos enxergar, a notícia, que era pra ser tratada com imparcialidade, não é mais feita dessa forma. Hoje, qualquer acidente de automóvel é "informado com opinião". Fica até feio de falar, porque são coisas que não se batem, não se complementam. Resultado: não se faz mais jornalismo como antigamente.
Paro por aqui.
Guilherme Bastilho
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